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VIVER EM PLENITUDE

27 de junho de 2020

Ao completar hoje, 27/06, meus 81 anos de vida e olhando retrospectivamente o meu passado vejo que o meu VIVER foi como que escalar uma montanha. A juventude foi um andar na planície, ali meu lema era: “Viva de tal modo que o mundo depois de ti seja um pouco melhor porque você passou por ele”. E assim, como o corpo tinha sua força plena e a imaginação e a criatividade eram imensas e tudo parecia fácil, a gente foi dando o melhor de si para fazer algo importante para a sociedade em que vivia. Na alegria de viver e de ajudar acertei muito e construí muita coisa boa e semeei flores pelos caminhos que andei, mas também com minha impetuosidade e temperamento forte, caí e levantei várias vezes, outras vezes, me machuquei e acabei magoando companheiros/as de caminhada.

Com o tempo a idade madura foi chegando e comecei a escalar a montanha, tive que assumir compromissos que exigiam maiores responsabilidades, mais autodomínio, mais doação e maturidade e a escalada foi exigindo cada vez mais de mim, sobretudo do meu físico que começou a sentir os efeitos da subida. Mas, na medida em que o corpo se cansava, a mente e o espírito alargavam seus horizontes e a subida permitia ver cada vez mais longe e com mais profundidade e assim fui adquirindo uma visão mais ampla e sábia de tudo que me cercava: o viver se tornou mais pleno, a liberdade interior me deu mais paz e alegria de viver e de me doar.

Os anos se sucederam e chegou a chamada terceira idade, a velhice e, desta forma, a escalada se tornou cada vez mais íngreme para o físico que começou a ficar cada vez mais cansado e fraco, mas em compensação, o conhecimento de mim mesma, a visão de Deus, das pessoas e da Mãe Terra me fizeram cada vez mais humilde, mais humana e mais consciente do nosso ser “criados à imagem e semelhança de Deus” e com isso a vida vem se tornando, a cada dia que passa, mais plena, mais feliz e mais gratificante.

Ah! Como gostaria que todos pudessem chegar à velhice com esta paz e plenitude que sinto pulsar dentro de mim. Gratidão é o sentimento mais forte e profundo que hoje me faz vibrar de alegria por tudo de bom, de belo e desafiante que tenho vivido.

Com Santa Clara de Assis, eu digo: “Meu Deus eu te dou graças por me haverdes criado!”

 

Ir. Beatriz osf.

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