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Ensino em espiral

21 de fevereiro de 2019

O ser humano possui a capacidade de fazer conexões. Em todos os contextos da vida, diariamente, novos conhecimentos são adquiridos. Tal conceito também se aplica à realidade educacional, esta, contudo, vem refletindo profundamente sobre o fato de não estar proporcionando o pleno desenvolvimento das capacidades cognitivas de seus alunos.

Constantemente professores se perguntam: “mas ensinei isto ano passado, como os alunos não lembram?” O conteúdo foi transmitido, sim, porém através de um estímulo repentino; por tal motivo, os alunos não lembram ou lembram vagamente, uma vez que não apreenderam de fato o conteúdo, apenas seguiram ou decoraram seguindo a lógica mecanicista.

Novos tempos e novas constituições humanas e sociais determinam uma aprendizagem mais significativa e contextualizada, na qual o aluno é convidado a relacionar o conhecimento apresentado as suas vivências; em tempos atuais, o ensino não pode mais ser linear, como se fosse uma “gaveta” isolada. Ex: estuda frações, fecha a gaveta; abre a gaveta e estuda geometria…

Uma das alternativas que vem se configurando para as instituições educativas é a transposição do ensino linear para o ensino em espiral. O ensino em espiral, considera o prévio conhecimento que o aluno traz para sala de aula e, a partir dos conceitos já produzidos pelos alunos, se introduzem novos conceitos.


Na organização dos conteúdos em espiral, os assuntos são abordados mais de uma vez, de diferentes formas, em vários anos de estudo, acompanhando a experiência dos alunos. Por exemplo: a proporcionalidade é trabalhada de modo informal até o sexto ano e de maneira explícita e focos diferentes em todos os anos seguintes. No oitavo e nono ano, a proporcionalidade é conectada à geometria e ao estudo das funções. A retomada dos temas garante tanto a memorização quanto a reelaboração do conhecimento adquirido, o que vai aprofundando a compreensão. Além disso trabalhando cada conteúdo mais de uma vez, os detalhes complexos podem ser abordados no momento adequado à experiência e ao desenvolvimento cognitivo do aluno.

Trabalhar conteúdos de forma espiral não significa fragmentá-los, abordando “um pedacinho” em cada ano, nem significa repeti-los. É preciso tratá-los de formas diferentes, com novas conexões a fim de atingir-se uma aprendizagem mais significativa.

 

Cintia de Oliveira.

 

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