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Dia Nacional do Livro Infantil

Data: 18 de abril de 2020

Hoje, 18 de abril, comemora-se em nosso país o Dia Nacional do Livro Infantil. Esse é um dia dedicado à conscientização e valorização da leitura na vida das crianças. A escolha da data é em homenagem ao escritor brasileiro Monteiro Lobato, um dos maiores influentes da literatura brasileira, nascido neste dia. Mas por que um dia especialmente do Livro Infantil? O livro é fundamental desde o primeiro ano de vida, sendo uma das maiores invenções que o homem tem acesso, transmite conhecimento, cultura e história, de geração para geração.

A leitura traz muitos benefícios, como: desenvolver a atenção, concentração, memória, vocabulário e raciocínio. Estimula a curiosidade e auxilia no desenvolvimento da empatia. Ajuda na percepção dos sentimentos e emoções e amplia a linguagem oral. A leitura deixa marcas, nos faz viajar sem sair do lugar. Esse hábito deve iniciar-se desde muito cedo, durante até mesmo a gestação, e percorrer por toda vida de uma pessoa. Para isso, é necessário que no meio familiar e escolar da criança, que tem em sua vida a tecnologia de forma mais abrangente a cada dia, sejam estimulados práticas e momentos de leitura. E como torná-los prazerosos tanto para os pais e professores quanto para os filhos e alunos? Esse é um momento de conexão, em que você, adulto, deve reservar um tempo e dedicar-se a leitura, fazendo disso um hábito divertido e rotineiro. Conforme forem crescendo, a leitura fará parte da vida da criança, tornando-a uma pessoa mais segura e criativa. Além disso, sabe-se que quanto mais se lê, melhor se escreve.

Enfim, neste dia, em homenagem a todos os escritores e leitores, segue abaixo, algumas sugestões de clássicos da literatura infantil brasileira que podem ser lidos por toda a família. Boa leitura!

Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato: Essa história tem como pano de fundo um sítio que realmente existiu situado no interior de São Paulo. Nesta publicação vemos dois universos paralelos convivendo em harmonia: personagens do mundo “real” (Pedrinho, Dona Benta e Tia Nastácia), com criaturas do universo “imaginário” (saci, cuca, princesas encantadas). O escritor apresenta para as crianças lendas brasileiras e as estimula a viver nesse mundo paralelo. O autor também usa o espaço do livro para valorizar a cultura nacional, motivando os jovens desde cedo a conhecerem mais as nossas raízes.

O menino maluquinho, de Ziraldo: Na narrativa de Ziraldo encontramos como protagonista um menino que se coloca constantemente em situações de “roubada”, o que faz com que o pequeno leitor se sinta projetado no garoto. O Menino Maluquinho é uma criança de dez anos como outra qualquer: dotada de profunda imaginação, quase sem medos, sempre disposta a descobrir algo novo e a investigar o mundo ao redor. O que Ziraldo propõe nessa obra é uma identificação com o leitor e um desejo de fazer com que as crianças agitadas se sintam compreendidas e acolhidas pelo convívio com o seu menino maluquinho. Também o jovem leitor sente certo impacto ao assistir o pequeno garoto enfrentar uma série de desafios e situações limite, fortalecendo assim a sua autonomia e a sua identidade.

Chapeuzinho Amarelo, de Chico Buarque: A protagonista da história é uma menina que basicamente tem medo de tudo. Chamada de Chapeuzinho Amarelo, a garota temia as situações mais comuns no universo das crianças: cair, se machucar, sentir uma indisposição qualquer. Ela também possuía pavor de animais, de trovão, até de dizer coisas tinha medo (pela possibilidade de se engasgar). Estagnada e paralisada diante dos seus pânicos, o medo acabava tornando a sua rotina extremamente limitadora. A história contada por Chico Buarque encoraja as crianças a enfrentarem os seus medos particulares e as empodera estimulando-as a seguir em frente, apesar dos seus maiores temores:

Marcelo, Marmelo, Martelo, de Ruth Rocha: Marcelo é o protagonista da história. Assim como toda criança curiosa, ele faz uma série de perguntas aos pais. O título do livro faz menção a uma das maiores dúvidas de Marcelo: por que as coisas têm determinados nomes? Inconformado com o nome dos objetos ao seu redor, Marcelo decide dar novos nomes aquilo que ele acha que não combina com o nome que originalmente têm. Em seu livro infantil, Ruth Rocha investiga a persistente curiosidade das crianças e o gesto que elas têm de questionar o já pré-estabelecido.

Professora: Bárbara Loise Abreu
Graduada em Ciências Biológicas e Pedagogia.
Pós-graduada em Metodologia do Ensino de Ciências e Biologia.

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